Dez anos de radares. Mais de 3,6 milhões apanhados em excesso de velocidade

Dez anos de radares. Mais de 3,6 milhões apanhados em excesso de velocidade

As infrações têm vindo a sofrer uma redução ligeira desde 2023. Em 2024 foram 477.297, no ano seguinte 418.783 e, até julho deste ano, 163.951.

RTP / Adicionar como fonte informativa
António Antunes - RTP

Em dez anos de funcionamento do SINCRO - o Sistema Nacional de Controlo de Velocidade, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) - foram detetados para lá dos limites legais mais de 3,6 milhões de condutores. O balanço foi divulgado esta quarta-feira pela agência Lusa.

Ao todo, no espaço de uma década, os radares detetaram 3.611.645 infrações por excesso de velocidade, com as coimas a estabelecerem marcas históricas em 2023, num total de 671.709.O SINCRO nasceu em 2016 com a instalação progressiva dos atuais 123 Locais de Controlo de Velocidade (LCV), entre os quais 100 de Velocidade instantânea (VI) e 23 de Velocidade Média (VM).

O segundo ano com o maior número de infrações apuradas pelo SINCRO foi 2018. Houve então 515.838 multas.

Nos locais dos radares instalados em 2016, indica ainda a Autoridade de Segurança Rodoviária, verificaram-se recuos de 23 por cento no número de acidentes com vítimas, de 71 por cento nas vítimas mortais, de 38 por cento nos feridos graves e de 22 por cento em feridos ligeiros.

Os desastres rodoviários e as vítimas mortais apresentam este ano uma tendência de subida: desde 1 de janeiro houve 89.763 acidentes, mais seis mil do que em igual período de 2025, com um balanço de 285 mortos (mais 23), 1.728 feridos em estado grave (mais 87) e 25.846 feridos ligeiros (menos 475).

A ANSR tenciona instalar, "nos próximos tempos", 12 novos locais de controlo de velocidade média - a velocidade média dos condutores é controlada pela medição do tempo que estes levam para completar determinada distância.

c/ Lusa
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